Claudia Tajes


Com mais de uma dezena de livros publicados, a gaúcha Cláudia Tajes, autora de tantos sucessos a escritora de mão cheia transita por todo viés cultural sem limitações de criatividade.  Além de escrever livros, já fez peças teatrais, cinema e participação como colaboradora em novelas da rede Globo. Teve seu livro  ‘Louca por Homem’ adaptado para uma série no canal HBO chamado Mulher de Fases. Cabeça sempre fervilhando e com adesão de gente criativa que é cumplice de suas obras de sucesso. Entre algumas das parcerias, projetos com o irmão  Duda Tajes e outro com o escritor Fabrício Carpinejar.

 

Trabalha em criação publicitária, escreve em um jornal diário porto-alegrense desde julho de 2010 e escreveu alguns roteiros para a TV, além dos livros já publicados, entre eles:

Dez (Quase) Amores, Dores, Amores e Assemelhados, Vida Dura, As Pernas de Úrsula , A Vida Sexual da Mulher Feia, Louca por Homem, Só as mulheres e as baratas sobreviverão , Espelho de Corpo Inteiro, Por Isso Eu Sou Vingativa, Sangue Quente, Só as Mulheres e as baratas Sobreviverão, Partes Ìntimas .

A escritora já teve obras publicadas na França (nas antologias de contos: Je suis toujours favela e Le football au Brésil, ambas publicadas pela editora Anaconda), na Croácia(A Vida Sexual da Mulher Feia), na Itália (A Vida Sexual da Mulher Feia e Louca por Homem) e em Portugal (Louca por Homem).

 

 

Ping Pong com Tajes

O que andas fazendo de novo? 

Nada de novo: sempre  escrevendo.

Quais os projetos em andamento?

Um livro, uma peça e uma série de TV – mas todos em desenvolvimento.

Seu último livro?

Partes Íntimas, da editora Arquipélago, uma coletânea das crônicas que saem na Zero Hora.

O que teve maior sucesso?

A Vida Sexual da Mulher Feia. Acho que pelo título (este rendeu uma peça de teatro  com mesmo nome estrelada pelo ator Otávio Müller no papel de Mulher Feia).

Livro marcante que leu até hoje e qual teu livro de cabeceira no momento?

Marcante no sentido de ler quase criança e nunca mais esquecer: os Miseráveis, de Victor Hugo. No momento estou lendo Aqui Estou, de Jonathan Safran Foer.

Teu escritor preferido?

São muitos, mas hoje vou ficar com o Paul Auster.

O que é fonte de inspiração para escrever teus livros?

É a vida da gente mesmo, com todas as suas imperfeições e pequenas tragicomédias diárias.

Desde sempre teve ambição para ter a notoriedade que alcançou e tens dimensão da popularidade de tuas obras?

Eu nunca pensei em escrever, é até contraditório uma criatura tímida se expor assim. Mas já que escrevo, quero que leiam e quero que gostem. Acho que alguns dos meus livros caíram no gosto porque os leitores se identificam. Tudo ali é parecido com o que a maior parte das pessoas vive ou com as sensações que a gente tem. Acho eu.

Qual a sensação de se descolar por livrarias e ver tuas obras com sucesso de vendas?

É a melhor coisa do mundo. É tudo o que um autor mais quer é ser lido. E nem precisa comprar, pode pedir emprestado que vai ser lindo pra mim do mesmo jeito.

Quando está fazendo uma obra literária ou algum texto para a TV ou teatro, compartilha pra alguém a história para se aconselhar?

Até ficar pronta, não. Quando termino é que mando para algumas pessoas em busca de opiniões.

Quem a conhece, de imediato questiona a timidez e a inesgotável criatividade para textos cômicos e de apelo sexual. A que deve este desmembramento literário sendo controverso ao seu modo de ser?

Escrever é meu jeito de ser, talvez, a pessoa que eu gostaria de ser.

Há escritores que reescrevem sempre o mesmo livro? Temendo isto, você muda de gênero como troca de camisa?

Eu não. Já me disseram que sempre escrevo a mesma história. Só os nomes dos personagens mudam.

Já surrupiou alguma fórmula de outro escritor?

Surrupiar, não. Mas gosto de escrever diálogos, que sempre foram um dos muitos pontos fortes do Luis Fernando Verissimo. Com uma declarada

inspiração no livro Pensei que Meu Pai Fosse Deus, do Paul Auster, pedi histórias reais para amigos e usei em A Vida Sexual da Mulher Feia.

As grandes ideias caem do céu? E como sobrevive, com a insofismável certeza de que foram as últimas?

As minhas, que não são grandes, surgem no cotidiano. E espero que muitas outras venham, porque estou sempre atrás delas.

Se a sua vida fosse um filme, qual seria o título?

O filme nem é tudo isso, mas o título eu sempre tento praticar: Por uma Vida Menos Ordinária.

Se sua obra não teve repercussão, o culpado é o editor, o aspecto gráfico ou o distribuidor?

Em caso de nenhuma das alternativas, a quem atribui a culpa?

Acho que pode ser tudo ao mesmo tempo – ou nada disso: má distribuição, edição equivocada, péssima divulgação, críticas ruins. Às vezes, também, a história não pega o leitor, mas não dá para considerar isso como uma “culpa” do autor, que acreditou em uma ideia e foi até o fim. Até o contexto político, social e econômico pode influir. O fracasso tem mil causas, todas tristes.

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