Mudança de hábito e comportamento em tempos de Epidemia


Notória a necessidade de mudar todos os hábitos de comportamento e etiqueta que até então era regra em nossas vidas.  O isolamento social veio parecendo que para perdurar por um bom tempo, ou até que ao menos se encontre uma saída, uma cura ou uma diminuição significativa dos contágios mundo afora.  Tudo mudou. E mudou bruscamente. O ciclo das coisas foi desacelerado.

Para as casas com criança, vale lembrar que, embora elas não sejam foco da preocupação, podem transmitir o vírus. O reforço de hábitos higiênicos como lavar as mãos e não tocar em superfícies possivelmente contaminadas é essencial. Infectologistas recomendam o uso obrigatório de máscaras  não apenas em caso de sintomas respiratórios, mas como prevenção ou para evitar que outros pessoas sejam infectadas. As idas ao hospital também devem ser avaliadas. O quadro é o mesmo de uma gripe, portanto toda situação semelhante é suspeita. Deve-se permanecer em casa até o final dos sintomas. A procura do atendimento médico deverá ocorrer somente se houver falta de ar significativa e tão apenas.

É imprescindível lembrar que o álcool em gel sem a higienização prévia das mãos é ineficaz. Outra regra básica é levar sempre uma caixinha de lenço com você, para que a tosse ou espirro não impregne sua roupa ou outras pessoas.

Se for receber alguém em casa, que sejam poucas pessoas. E lembre-se de higienizar bem maçanetas, torneiras, copos e o banheiro. Não tenha medo de parecer neurose. Beijinhos, aperto de mão e demonstrações de afeto hoje são sinônimos de risco. Manter distância além do que você gostaria com conhecidos e deixar a casa sempre janelas abertas para o ar circular. A empatia é outra máxima no combate ao coronavírus. Entender que o período será de sacrifícios pensando no coletivo é fundamental.

Mais do que nunca é hora de a tecnologia ser aliada. O ser humano é agregador, gosta de confraternizar, ver o outro e essa distância física limitar os encontros. A dica é conectar-se via redes sociais, reclamamos que usamos demais, mas servirá como uma forma de tentar diminuir a sensação de distância.

 

Criar hábitos, mesmo em casa, é recomendado Se estiver trabalhando, determine horários para realizar as tarefas. Durante os momentos de descanso, aproveite para encontrar atividades prazerosas, como ler, assistir a filmes e séries.

 

Cuidar dos mais velhos e de pessoas com quadro depressivo também são tarefas necessárias durante esse período de isolamento. Não dar a devia atenção afeta diretamente esses dois grupos. O isolamento pode ser fator de estresse, portanto é necessário um cuidado maior. Se conhece alguém com depressão, é bom combinar um telefonema por dia, mandar sempre uma mensagem, mostrar que está lá para reduzir o isolamento e criar uma rede de suporte. O mesmo serve para os mais velhos, que precisam de muita conversa para compreender que, por serem grupo de risco, precisam ficar afastados fisicamente dos familiares.

Oferecer ajuda na hora de fazer compras ou ir à farmácia é um gesto de carinho. Bora se adaptar aos novos tempos, mesmo que seja por um determinado prazo.

 

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