O desafio de manter o isolamento social


Com taxa de distanciamento em 41,3% o ideal seria 70%, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o RS enfrenta dificuldades para evitar aglomerações. Situações mais complicadas acontecem decorrentes a mudança de clima, que instiga nas pessoas a socialização.

A população do RS enfrenta o maior desafio da sua história. A guerra contra o novo coronavírus fez  e faz centenas de vítimas e não tem previsão de acabar tão cedo. Ainda assim, o distanciamento social e o isolamento — duas das principais recomendações para evitar que o micro-organismo se espalhe — não têm sido respeitados como deveriam. As ruas pelo estado estão cada vez mais movimentadas, e a aglomeração é perceptível em diversas cidades. O relaxamento veio com a onda de calor e o descaso com a gravidade da pandemia.

Apesar de o uso de máscaras serem respeitado por boa parte da população, há muita gente que dispensa o item de proteção ou o coloca sobre o rosto, de forma inadequada, com o queixo ou o nariz descoberto. Mesmo com as orientações dos órgãos oficiais, dezenas de pessoas se agrupam próximas umas das outras em lugares públicos, sem contar as festas clandestinas.

A sensação é de que nada mudou. A grande maioria sem vítimas próximas ou assintomáticas desafiam o perigo eminente do vírus.

Agravante

A taxa de isolamento social no RS estava em mais da metade, segundo levantamento do governo. Em abril, durante o período de quarentena com medidas mais rígidas na capital, o índice chegou a 62,5%. A taxa ideal para mitigar a disseminação do vírus é de 70%, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS).

Além da quantidade de pessoas circulando nas ruas, destaca-se a perda dos hábitos de segurança mínima para evitar o contágio. Alguns criticaram a falta de fiscalização diante de uma situação que não mudou desde o início da pandemia.

Um agravante para o momento é o fato de o período ser de frio, o que favorece o aparecimento de doenças respiratórias e pode dificultar a detecção da covid-19. Na contramão, a disfunção climática que faz de um inverno ter temperaturas de verão.  Além disso, para os infectologistas a população não está culturalmente preparada para manter o distanciamento social. Há cuidados individuais que as pessoas devem tomar para evitar que tenham a doença. A possibilidade de se ter um quadro mais grave existe. E por isso não vale a pena arriscar. Se houver qualquer acréscimo no número de doentes que precisem de UTI e não houver incremento dos leitos e respiradores, o sistema pode colapsar. E lockdown pode estar mais perto do que se imagina.

Mas de tudo isso, não configura a única opinião do E+News em isolamento total e sim nas medidas levadas a serio para evitar o contágio, fiscalização ininterrupta e o respeito a saúde pública. Onde um der exemplo dos cuidados a serem tomados, por certo muito em breve todos os negócios que geram renda podem voltar ao normal, porem com hábitos de responsabilidades consigo e com o próximo diferentes.

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Saúde Pública